quarta-feira, 2 de março de 2011

15 anos sem Mamonas Assassinas

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Me lembro perfeitamente daquela manhã chuvosa e fria de domingo, 02 de março de 1996. Eu e minha irmã estávamos dormindo quando meu avô entra em nosso quarto dizendo: “Oh macacada, acorda! Já viram quem morreu? Os Mamonas Assassinas” Sem dar muita moral, apenas nos viramos para o lado e continuamos a dormir. Meu avô sempre fazia isso. Depois de alguns minutos minha mãe entra em nosso quarto e diz: “Filhas acordem, é verdade do vô Sival. Os Mamonas morreram mesmo. Está passando no Gugu”.
Sem acreditar neles, achando que era só uma brincadeira sem graça para nos acordar, me levantei, desci as escadas e fui até a sala. Quando olhei a TV não acreditei. Na imagem a Serra da Mantiqueira e a legenda dizia: Últimas notícias sobre o acidente com o grupo Mamonas Assassinas. Eu não acreditei! Não era brincadeira do meu avô e da minha mãe.
Subi as escadas correndo, entrei no meu quarto e disse para a minha irmã: Aline é verdade mesmo. Os
Mamonas morreram! Minha irmã se levantou e juntas fomos até a sala onde ficamos por horas e horas estáticas olhando para a TV sem acreditar que aquilo era verdade. Todos os canais noticiavam o desaparecimento de Dinho, Sérgio, Júlio, Bento e Samuel. Os Mamonas Assassinas estavam mortos.


Um único CD foi o que deu tempo deles gravarem, porém, o suficiente para ser o maior sucesso. Em um certo período a banda vendia 100 mil cópias a cada dois dias. Eles estavam em todos os canais. Pelados em Santos, Vira Vira, Robocop Gay, Chopis Centis, Sabão Crá Crá, Jumento Celestino e Lá vem o Alemão fizeram a cabeça de jovens, velhos e até de crianças como eu, na época. Falar palavrão era liberado quando eu cantava as músicas dos Mamonas. Sim, eles foram os melhores. Igual aos Mamonas eu nunca vi, antes ou depois deles existirem.
Quem viveu a era Mamona nanas Assassina nanas Assassina nanas - sabe do que eu to falando. Eu ri quando eles foram inventados e chorei quando eles desapareceram. Até hoje me arrepio quando estou em algum lugar e começa a tocar alguma música deles. Eles foram os “chuchuzinhos” do Brasil. Serei eternamente grata por ter vivido toda a alegria que eles proporcionaram. Nem parece que já se passaram 15 anos. Eles ainda estão dentro de nós!