quarta-feira, 6 de abril de 2011

Túlio Maravilha na era das redes sociais

Entevista realizada com o jogador de futebol e vereador Túlio Maravilha - abril/2011
Texto: Adriana Barboza

Há dois anos o atacante do Botafogo-DF Túlio Maravilha (42) vêm utilizando as redes sociais para se manter conectado com seus fãs. Membro ativo do Orkut, Facebook, MSN e Twitter, Túlio conta que as redes sociais são uma excelente forma de comunicação entre ele e seu público.
Com pouco mais de 2 mil seguidores no twitter, Túlio é famoso por suas “tuitadas”. Algumas vezes utiliza a ferramenta para desabafar com o técnico do clube que joga: “Neste campeonato inteiro de 2011 não têve um jogo se quer que joguei os 90 minutos isso pq o treinador diz que é pq não treinei a semana inteira como os demais colegas...(sic)”. O jogador que está na contagem para o seu milésimo gol não esconde a ansiedade deste dia tão esperado. Com 957 gols, Túlio Maravilha lançou algumas campanhas em seu blog no twitter, sorteando duas camisetas retrô para o seguidor que enviar a resposta mais criativa de como comemorar o milésimo gol.



O jogador acredita que estas promoções também são uma forma de recuperar seguidores, já que como ele mesmo diz: está recomeçando do zero com seu novo twitter, pois, o antigo com um pouco mais de 12 mil seguidores foi rackeado.
O craque não tem medo das frases escritas em seu micro blog e diz que não se sente constrangido com as coisas que escreve normalmente. “Não tenho nenhum medo. Não uso o twitter para desabafar as coisas só do futebol, mas também de política e assuntos pessoais”, conta o jogador que também é vereador pelo PMDB – GO.
Túlio não tem dúvida de que as redes sociais são uma excelente ferramenta de marketing e diz que é preciso acompanhar as mudanças, principalmente quando se diz respeito ao retorno que as promoções lançadas no twitter trazem para sua carreira. O jogador admite que nem sempre é ele mesmo quem responde aos fãs e que tem uma equipe responsável por isso, mas conta que sempre que pode, ele mesmo faz questão de responder aos fãs.

Entrevista realizada com Dagmar Ramos - maio/2010

Texto escolhido para ser publicado no site da Faculdade Araguaia
Crescimento de depedentes de crack é preocupante, diz médica
Texto: Adriana Barboza
Edição: Prof. Marcus Minuzzi


Dagmar Ramos, empresária e médica especializada em Medicina Preventiva, falou aos alunos do 2º período de Jornalismo da Faculdade Araguaia sobre os usuários de crack e toda dificuldade que Hospital Espírita Eurípedes Barsanulfo, mais conhecido como “Casa de Eurípedes”, onde trabalha, vem enfrentando com a demanda assustadora e a falta de ajuda do governo na recuperação de dependentes. A entrevista foi concedida no final do semestre 2010/1, como atividade da disciplina “Redação Jornalística”, ministrada pelo professor Marcus Minuzzi.

Dagmar, que ficou afastada por dois anos do hospital, voltou a atender há pouco menos de um ano. “Quando voltei a atender na Casa de Eurípedes, meus colegas de trabalho já haviam me alertado sobre este problema, mas só tomei conhecimento do que realmente estava acontecendo quando em um único dia atendi 20 casos de usuários de crack”, conta.

O perfil de um usuário de crack é o de uma pessoa de classe baixa. Uma pedra chega a custar R$ 5,00. Por este motivo, se torna uma droga mais acessível, e com um público maior. O período de tratamento de desintoxicação de um viciado, conforme a médica, é de 28 dias, porém, requer acompanhamento terapêutico, logo depois que o paciente recebe alta.

A Casa de Eurípedes  atualmente atende 70% de pacientes encaminhados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e 30% de pacientes particulares. Com a demanda, a lista de espera já chega a 200 usuários, entre adolescentes e crianças, aguardando uma vaga para internação. A médica conta que o hospital não recebe o apoio necessário, principalmente financeiro, do governo, e vem buscando uma solução em reuniões com a Secretaria da Saúde do Estado e prefeitura.  “O governo vai ter que dar conta de uma legião de lesados”, desabafa.
 


A situação é gritante. No Brasil, estudos comprovam que o número de usuários de crack chega a 1,5 milhão.  “O crack se tornou uma pandemia.” Para a médica, a história e o comportamento familiar, principalmente dos pais, é um dos motivos que leva alguém a se tornar um usuário. Jovens filhos de pais que bebem e fumam tendem a se tornar usuários de droga mais cedo. Há casos de famílias com mais de um filho viciado em crack. “Eles roubam as telhas de casa para comprar crack”, diz a médica.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou recentemente um decreto que institui um plano integrado de enfrentamento do crack e outras drogas. O plano prevê a capacitação de lideranças comunitárias, professores e outros agentes da sociedade civil como multiplicadores de informações sobre os riscos do uso da droga e seu poder de dependência. Para Dagmar, as autoridades demoraram a perceber o estrago que o crack vem causando no Brasil e no mundo. E aproveitou para sugerir o slogan de uma campanha contra o uso da droga: “Seja um craque de verdade, jogue esta pedra fora”.